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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Um dia tão cinzento

Foi no dia 10 de Outubro de 1999 que votei pela primeira vez numas eleições. Fui um dos pouco mais de cem mil portugueses que, cansados do Centrão pançudo e corrupto, mas desconfiados do monocórdico e pseudo-democrático Partido Comunista, acreditaram num recém-nascido movimento polítco que chamava os bois pelos nomes. Daí para cá, as minhas convicções evoluíram; já deixei de votar e duvido que o volte a fazer nas condições actuais de representatividade. (Sei que muitos não gostam, que defendem uma certa democracia-do-papelinho-de-cinco-em-cinco-anos, mas não reconheço a ninguém o direito de me obrigar a exercer... um direito! Adiante.)

Miguel Portas (1958-2012)
Miguel Portas (1958-2012). © sapo.pt

Um dos que me levaram às urnas em 99 foi Miguel Portas, de quem tenho a dizer que, aparte algumas diferenças ideológicas, sempre foi mais aquilo que nos uniu do que o que nos separou. Na acção e no discurso, cedo o vi como uma personagem à parte, um tipo duma honestidade aparente e duma decência fora do normal entre os políticos. Posso ter-me enganado, até porque nunca o conhecerei pessoalmente, mas isso hoje pouco importa.

Pela influência que teve no meu amadurecimento como cidadão e pelo exemplo de tenacidade e humildade que me inspirou, nesta hora de tristeza para quem lhe foi querido, deixo aqui uma homenagem e um agradecimento ao Miguel, que morreu ontem [1] "em Antuérpia. Na véspera do 25 de Abril que mais dele precisa de quantos 25 de Abril vivemos depois de 1974." [2] Questiono-me agora se o 25 de Abril acabou [3] mesmo ou se apenas ficou mais cinzento.

_____
Referências:
[1] Notícia no Público.
[2] Artigo de Paulo Querido no Certamente.
[3] Artigo de Rui Eduardo Paes no Bitaites.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Há ainda quem cuide bem deles

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Hoje apetecia-me...

... cantar a Ravachola.

Dansons la Ravachole,

Vive le son, vive le son,
Dansons la Ravachole,

Vive le son
D’l’explosion!
Ah, ça ira, ça ira, ça ira,

Tous les bourgeois goût’ront d’la bombe,

Ah, ça ira, ça ira, ça ira,

Tous les bourgeois on les saut’ra...

On les saut’ra!


Link: François Claudius Koeningstein, "Ravachol" (Wikipedia)

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Mock the war

sábado, 19 de agosto de 2006

Do Anarquismo, por Nicolas Walter

"Se todos os homens são de tal maneira maus que devam ser governados por outrem, dizem eles, quem é então suficientemente bom para governar os outros?"
Nicolas Walter, Do Anarquismo

Mais um livro. Este chama-se "Do Anarquismo" e é um resumo bastante conseguido daquilo que é a Anarquia (ou Anarquismo). Recomendo vivamente a sua leitura, sobretudo àqueles que julgam que Anarquia significa apenas desordem. É pequeno, fácil de ler, e pode ser um bom começo...

Ah, quero ver isto cheio de comentários de pessoas que o leram. Senão, ficarei profundamente chateado.



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