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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Porque duram os produtos electrónicos cada vez menos?

Primeiro, um palavrão, para quem não souber: obsolescência diz-se daquilo que é obsoleto, ou antiquado, daquilo que cai em desuso.

Sobre um tema do qual muitos de nós, intuitivamente, nos damos conta, A História Secreta da Obsolescência Planeada é um documentário que mostra como os empresários industriais, postos perante a necessidade de motivar o consumo, optaram por fabricar produtos de pior qualidade, obrigando os consumidores a terem de adquirir novos, mais regularmente. Esta estratégia foi (e é) conseguida através de acordos secretos entre concorrentes, os chamados carteís, à margem dos cidadãos, dos governos e das leis.

Porque duram os produtos electrónicos cada vez menos? Como é que em 1911 uma lâmpada teria uma duração certificada de 2.500 horas e cem anos depois a sua vida útil se tenha reduzido a metade?
Este filme franco-catalão, que vos apresento na íntegra (com legendas em português), além de uma análise histórica, aborda vários exemplos da indústria do desperdício e da exploração do consumidor, bem visíveis no nosso dia-a-dia, desde a impressora caseira que se recusa a imprimir, até à célebre história da (des)evolução das lâmpadas de filamentos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Donos de Portugal

Começa assim:

Imagina-se a consultar a edição de um jornal económico de um futuro longínquo, digamos, 2150? É difícil antecipar o que ali encontraria. Não se adivinha o suporte das notícias, muito menos os protagonistas dos factos.

Pois imagine agora que um seu antepassado, leitor das crónicas de negócios do século XIX, regressava a Lisboa para retomar as leituras. Que espanto sentiria ele ao encontrar os mesmos nomes daquelas grandes famílias que povoavam a Baixa ou a Lapa? Será que ainda vão lá estar em 2150?
Donos de Portugal é um filme de Jorge Costa, baseado no livro de que é co-autor, narrado pelo inigualável Fernando Alves. Pois que muitas estórias de encantar e cousas tantas fascinantes ficam por aprofundar, este é um apenas breve olhar sobre as grandes famiglias que há tanto tempo dominam o poder económico deste país submisso, sobrevivendo às mudanças de regime, sempre com a protecção do Estado. Não deixe de ver, que vale a pena. Está aqui, na íntegra:




Mais informação:

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A história das coisas (ou Zeitgeist)

Andou por aí um polémico filme sobre conspirações secretas de dominação planetária. O "documentário" causou, um pouco por toda a web, apaixonadas discussões. Quase todos tomaram partido, a favor ou contra as teorias apresentadas. Muitos tentaram -- e alguns conseguiram -- desmontar as incorrecções do filme. Feito o balanço, nada. Os críticos, mais seus umbigos, ficaram felizes, pois destruíram uma coisa que, de tão mal feita, estava mesmo a pedi-las; os defensores continuam a acreditar, porque sim, nas teorias insustentadas de um filme de propaganda que, afinal, nunca pretendeu expor o estado actual da nossa civilização. Inadequadamente, chama-se Zeitgeist. Hoje, porém, vou falar-vos de outro, que mais oportunamente se poderia chamar Zeitgeist (*).

"A nossa economia enormemente produtiva... exige que façamos do consumo a nossa forma de vida, que convertamos a compra e o uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, em consumo... precisamos que coisas sejam consumidas, queimadas, substituídas e descartadas a um ritmo sempre mais acelerado." (Victor Lebow, 1955)

A sociedade do consumo. Há muito que assim nos habituámos a designar a nossa, rendidos à evidência. Queremos coisas, muitas coisas. Compramos, temos, mas queremos mais, e compramos mais. Desperdiçamos. Ninguém o esconde. Mas afinal o que está na essência desta nossa característica? Porque raio somos escravos dos objectos? Será que somos mesmo escravos dos objectos?

The Story of Stuff (A História das Coisas) é um vídeo animado que explica de forma simples e rigorosa como funciona o grande lobby do consumismo ou, como li algures, "o caminho, ardilosamente planeado, da nossa sociedade de consumo". Mais que um apelo ao ambientalista que há em nós, este filmezinho consegue, em 20 minutos, ser o retrato perfeito da civilização ocidental dos nossos dias, um didáctico grito de alerta a uma humanidade manietada e desumanizada... voluntariamente! Nas entrelinhas, uma subtil análise sociológica. Um Zeitgeist.

O vídeo teve o patrocínio da Tides Foundation, uma ONG progressiva, não-lucrativa, dedicada ao financiamento de projectos de cariz social. O argumento e a narração são da activista Annie Leonard.

Agradeço ao Esquisito a divulgação que fez -- vale mesmo a pena! -- e peço-vos muito, muito, que vejam este vídeo com atenção. No site, em Flash ou QuickTime, ou aqui, legendado em português:

The Story of Stuff

"Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem"
(Jorge Palma, A Gente vai Continuar)

______________
(*) Zeitgeist (Wikipedia): "[...] termo alemão cuja tradução significa espírito de época ou espírito do tempo. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo."

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

I can't sleep...

... c'os the world won't wait.


Oasis, The Hindu Times

terça-feira, 11 de julho de 2006

Wish You Were Here, Syd



So, so you think you can tell Heaven from Hell,
blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail? A smile from a veil?
Do you think you can tell?

And did they get you trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees? Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change? And did you exchange
a walk on part in the war for a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls swimming in a fish bowl,
year after year,
running over the same old ground. What have we found?
The same old fears,
wish you were here.

(David Gilmour, Roger Waters)

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Já não há homens?




(fala uma especialista)



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