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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

'Start a business, not a startup'

Partilho convosco um pequeno texto sobre essas coisas fabulosas que o mundo (um certo mundo, enfim) colocou num pedestal – as startups. O livro, já agora, é excelente, tanto pela forma leal como nos relata a experiência dos autores, como pela pertinência com que põe em causa o seguidismo das nossas empresas.


... que é como quem diz vai mazé trabalhar, ó...
Ah, the startup. It's a special breed of company that gets a lot of attention (especially in the tech world).

The startup is a magical place. It's a place where expenses are someone else's problem. It's a place where that pesky thing called revenue is never an issue. It's a place where you can spend other people's money until you figure out a way to make your own. It's a place where the laws of business physics don't apply.

The problem with this magical place is it's a fairy tale. The truth is every business, new or old, is governed by the same set of market forces and economic rules. Revenue in, expenses out. Turn a profit or wind up gone.

Startups try to ignore this reality. They are run by people trying to postpone the inevitable, i.e., that moment when their business has to grow up, turn a profit, and be a real, sustainable business.

Anyone who takes a "we'll figure out how to profit in the future" attitude to business is being ridiculous. That's like building a rocket ship but starting off by saying, "Let's pretend gravity doesn't exist." A business without a path to profit isn't a business, it's a hobby.

So don't use the idea of a startup as a crutch. Instead, start an actual business. Actual businesses have to deal with actual things like b Ils and payroll. Actual businesses worry about profit from day one. Actual businesses don't mask deep problems by saying, "It's OK, we're a startup." Act like an actual business and you'll have a much better shot a: succeeding.


FRIED, Jason. HANSSON, David. Rework. Crown Business, 2010, p. 56-57.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Um guia de fraudes

Quem nunca viu a sua caixa de correio electrónico cheia de lixo publicitário? Pois. Ou supostas mensagens pessoais de amigos brasileiros que não conhecemos? Ou propostas de negócios simplesmente... irrecusáveis? Vá lá, diga lá que nunca recebeu generosos e-mails de pessoas desconhecidas, prometendo quase tudo em troca de uma ninharia? Ah, e aquelas promoções extraordinárias, que às vezes ainda me tiram do sério, do género "a Sony-Ericsson oferece-te um telemóvel se enviares este e-mail para todos os teus amigos"?...

Há um lugar onde a falta de (in)formação encontra a ingenuidade, e é assustadora a quantidade de gente que ainda lá vive.

Por isso, baseada num original australiano, a Direcção-Geral do Consumidor elaborou O Livro Negro dos Esquemas e Fraudes na Net, com o subtítulo Um Guia de Fraudes, Vigarices, Trapaças, Burlas, Intrujices, Logros e Desfalques para Uso do Consumidor. De leitura bastante fácil, recomendo-o a toda a gente, até aos internautas mais experientes - é sempre bom estar alerta e aprender coisas novas. Aos outros, a sua leitura pode ser essencial, não só para evitarem situações manhosas, mas também porque os primeiros já passavam bem sem certos forwards. Leiam, por favor. Qualquer dúvida, perguntem.

sábado, 19 de agosto de 2006

Do Anarquismo, por Nicolas Walter

"Se todos os homens são de tal maneira maus que devam ser governados por outrem, dizem eles, quem é então suficientemente bom para governar os outros?"
Nicolas Walter, Do Anarquismo

Mais um livro. Este chama-se "Do Anarquismo" e é um resumo bastante conseguido daquilo que é a Anarquia (ou Anarquismo). Recomendo vivamente a sua leitura, sobretudo àqueles que julgam que Anarquia significa apenas desordem. É pequeno, fácil de ler, e pode ser um bom começo...

Ah, quero ver isto cheio de comentários de pessoas que o leram. Senão, ficarei profundamente chateado.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Não te dei rosas

Não sei se devia fazer isto, mas já me habituei a viver apesar das incertezas, a descobrir novas incertezas e até -- cúmulo da ilusão -- a viver delas. O certo é que há uns anos criei o hábito de, regularmente, presentear os meus amigos com pequenas colecções dos poemas que ia escrevendo. A última vez que o fiz foi há seis anos, ainda não havia blog, nem tinha nascido o Gato Preto, de modo que já se ia tornando urgente ceder a uma certa tentação de partilha -- ou àquele exibicionismo carente que, frequentemente, me leva a publicar neste blog algum material de qualidade duvidosa. Não sei avaliar se é o caso. Nem pretendo que outros o façam, o meu egoísmo não mo permite. Tão somente decidi que era tempo de parar de pensar que os poemas que escrevi nestes anos, e em particular durante 2004, seriam destinados a ficar para sempre escondidos à sombra da vergonha e do arrependimento.

A poesia que escrevo é ficção. Sempre foi. Mas basear-se-á sempre na realidade da minha vida, e quem me conhece bem poderá facilmente encontrar-me em quase tudo o que escrevo. Pessoalmente, há muito que deixei de me censurar. Pois decidi que não continuarei a fazê-lo ainda naquilo que escrevo, independentemente do tema, do desenlace, das outras pessoas envolvidas. Sou livre.

O livrinho (pdf) que vos ofereço contém alguns poemas que já foram publicados no beco, além de outros completamente inéditos. Quase inéditos até para mim, que tanto me inquietei ao relê-los, tal a ingenuidade. Agora já não são meus, são nossos.

Adelino / Gato Preto



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