quinta-feira, 27 de abril de 2006
sábado, 22 de abril de 2006
Not a prayer
Tradução do Gato Preto
Rezar pelos outros pode dar-lhe esperança, mas não vai ajudá-los a recuperar de uma cirurgia ao coração. Pode até prejudicá-los. Este é o surpreendente resultado de uma experiência de vários anos sobre os efeitos terapêuticos da oração.
Herbert Benson e Jeffrey Dusek do Mind/Body Medical Institute no Beth Israel Deaconess Medical Center em Chesnut Hill, Massachusetts, e os seus colegas, seguiram os destinos de 1802 pacientes sujeitos a operações coronárias. Vários grupos cristãos de oração rezaram por um grupo de pacientes, enquanto outro não recebeu nenhuma oração. Embora todos estes pacientes soubessem que estavam a ser testados, nem eles nem os seus médicos sabiam em que grupo estavam.
As orações não causaram nenhuma diferença detectável. Descobriram os pesquisadores que no primeiro mês após a cirurgia, 52 por cento dos pacientes "orados" e 51 por cento dos "não-orados" sofreram uma ou mais complicações (American Heart Journal, vol.151, p.934).
Um terceiro grupo de pacientes recebeu as mesmas orações que o primeiro grupo, mas foi-lhes dito que estavam a rezar por eles. Destes, 59 por cento sofreram complicações -- significativamente mais do que os pacientes deixados na incerteza sobre se estavam a ser alvo de oração.
Os pesquisadores não têm explicação para este resultado, mas Mitchell Krukoff da Duke University School of Medicine em Durham, Carolina do Norte, sugere que o fardo de saberem que estavam a rezar por eles pode ter colocado mais stress sobre estes pacientes depois da cirurgia.
por
Unknown
às
16:57
Temas:
Sociedade
Topo ↑
quinta-feira, 30 de março de 2006
Palavras sábias
Para que veja o que consigo fazer sem ela."
Achei esta frase aqui.
segunda-feira, 13 de março de 2006
Silenciosa e quase ausente

Não a procures em nenhum livro, ela só existe aquém do teu olhar profundo e vazio. A revolução só abençoa os persistentes. Ouve, ouve o riso cruel que ela oferece aos heróis do imediatamente, e nunca mais esqueças a sua ingratidão. Qualquer criança sabe: a rosa deve ser colhida com cuidado.
Contempla-a antes de lhe tocares, estuda-a, deleita-te com a sua beleza, deixa-te hipnotizar, embebeda-te até à loucura, mas lembra-te que és pequeno. Tão ridiculamente pequeno. É inútil seduzi-la, a revolução não sabe o que é o desejo. A revolução nunca amou ninguém. É apenas fria, apenas justa. Só recompensa os que vivem para ela. Só tolera os pacientes, ou às vezes nem esses.
A revolução não mora no livro de História, nem no cano da espingarda. Ela espera, silenciosa e quase ausente, no olhar dos seres humanos.
Se conseguires, por um momento que seja, acender o brilho dos olhares à tua volta, terás um vislumbre, só isso, do maravilhoso que virá. Se tu quiseres. E que tu, mortal, talvez não chegues ver. Mas, por um breve momento, terás a tua pequena revolução.
quinta-feira, 2 de março de 2006
Manias
Desafiado pela minha querida Perséfone, cá estou eu com muito gosto a revelar-vos algumas... manias. Primeiro as regras:
"Cada blogger nomeado tem de enumerar cinco manias suas, hábitos pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de tornar público o conhecimento dessas particularidades, terão de nomear cinco outros bloggers para participarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs, aviso do "recrutamento". Além disso cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog."
Agora elas:
Mania #1
Tentar mudar o Mundo. Sei que demora, que preciso de ajuda, que não hei-de viver o suficiente para ver a obra, mas ainda não desisti. Esta mania é um caso particular da seguinte, mas é importante que chegue para ser dita à parte.
Mania #2
Não desisto de um objectivo importante, mesmo quando as perspectivas são más... Ok, há excepções, mas a verdade é que, em geral, sou mais teimoso que um burro.
Mania #3
Guardo para a noite todo o trabalho que exija raciocínio ou criatividade: estudo, relatórios, poesia... Sou tão noctívago que por vezes até dou por mim a fazer arrumações ou limpezas depois da meia-noite. E de manhã custa a levantar, pois é...
Mania #4
Ando sempre a ouvir música. E tenho fases, em termos de estilos ou grupos. De momento estou numa de Ornatos Violeta. "Isto é só um copo, eu não bebi demais / Pensei que era diferente e são todas iguais / Escrevi canções sobre ela, mil noites sem fim / Deixou-me neste bar a cantá-las pra mim / Doce uuu uuuuuu uuuuu..." Vamos com calma, isto há-de passar. Lembro-me que passei o último Verão a ouvir Pink Floyd... e passou!
Mania #5
Calçar meias escuras. Não aprecio meias que não sejam pretas ou cinzentas escuras. Detesto meias brancas ou com bonecos.
Mania #6
Pego no Público, viro-o de costas, leio (ou releio) a tira do Calvin, depois recuo umas vinte páginas e leio as últimas do grande FCP (outra mania, o FCP?), ignorando orgulhosamente a foto do político ridículo que aparece na capa.
Mania #7
Subverter as regras, violar as leis ou, no mínimo, questioná-las. É por isso que vos vou contar oito manias em vez de cinco.
Mania #8
Tenho a mania de responder quando alguém chama:
-- Meu Deus?!...
...
Não me parece que isto me diferencie do comum dos mortais, mas enfim... Ooops! Reparei agora que tenho de desafiar mais cinco bloggers para partilharem também as suas manias conosco. Huuum, vou convidar só dois, pois me parece que este tema sai fora do âmbito de outros blogs. Por exemplo, o Gonçalo tem um belíssimo blog de fotografia, e não me parece bem ele ir falar das suas manias em tal sítio, não é? Então os felizes contemplados são (ta-da!):
Pedro do Mar
SweetSerenity (espero que isto sirva para um regresso...)

![Livro completo [pdf] Do Anarquismo](http://photos1.blogger.com/blogger/2917/715/320/do_anarquismo_leitura_recomendada.jpg)
