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terça-feira, 26 de abril de 2005

Livros, livros, livros

Resolvi aderir ao questionário livresco da nossa blogosfera. É que isto é giro. Primeiro, porque acabamos por conhecer um pouco das pessoas que vamos encontrando pela Internet. Humanizando-as. Isso é muito importante. Depois, porque vamos dando aos outros sugestões. Quem não gosta de recomendar a alguém algo que apreciou?

Portanto, cá vai:

1 - Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Eu não quero nem queria ser um livro. Mas se tivesse mesmo que ser, então seria um livro de poemas de amor, da minha autoria. Já viram isto, um livro autor de si mesmo? E o primeiro poema seria o do artigo anterior, dedicado a uma mulher... que me ilude.

Isto independentemente de alguém querer queimar o livro (Fahrenheit 451), ou a mim. As Inquisições só queimam o que não podem matar. O amor e a liberdade são imortais.

2 - Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Lembro-me do protagonista de "O Fio da Navalha", de W. Somerset Maugham, que li quando a barba ainda estava a começar de me aparecer na cara. Larry era um rapaz com tudo para ter aquilo a que se chama uma vida de sucesso: uma carreira, uma mulher que o amava, uma família que o apoiava. Mas ele não quis o fácil, o óbvio. Numa aparente loucura autodestruidora, Larry quis testar os seus limites, descobrir o mundo. Descobrir-se. Este romance, e esta personagem em particular, marcaram-me bastante, embora o Larry não seja "o meu herói".

Quem não é certamente a minha heroína é a Kate, de "A Leste do Paraíso", de John Steinbeck. Mas impressionou-me e de que maneira, a forma extraordinária como o autor conseguiu criar uma personagem tão perfeitamente maquiavélica na perseguição dos seus objectivos. Kate é a (quase?) total ausência da ingenuidade que nos faz sociáveis e humanos. Toda uma vida de actos premeditados, sem afecto, nem piedade. A pessoa mais cruel que eu já li.

Além do Larry e da Kate, lembro-me dos dois protagonistas de "A Insustentável Leveza do Ser", de Milan Kundera (Tereza e Tomás, se bem me lembro), apaixonados, em luta com a hipocrisia do Estado e da sociedade.

3 - Qual foi o último livro que compraste?
"Microelectronics Circuits", de Adel Sedra e K. C. Smith. Ah! Ah! Puro terror da primeira à última página!

Infelizmente, eu não costumo comprar livros. Quando penso nisso, a minha carteira diz-me que são caros. No entanto, sou cliente habitual das bibliotecas públicas.

4 - Qual o último livro que leste?
"Dádiva Divina", do Rui Zink. Que me desiludiu um bocadinho, confesso. Aquele desenlace deixa muito a desejar. Há ali detalhes que, enfim... Mas, de resto, um policial muito bem escrito, irónico, moderno, à Rui Zink.

5 - Que livros estás a ler?

Estou a reler a antologia "Poesia Completa", de Miguel Torga. É um reencontro com o primeiro poeta que li voluntariamente, o que me causa muito prazer e emoção. E enquanto mato as saudades, selecciono alguns poemas para publicar brevemente no beco.

6 - Cinco livros que levarias para uma ilha deserta.

Se eu fosse viver para uma ilha deserta, não levaria livros, levaria uma pessoa (Há voluntárias? Eu disse voluntárias...). Se eu fosse viver para uma ilha deserta, e pudesse levar livros, levaria um manual de sobrevivência. Acho que ia precisar... Ia custar-me mais a ausência de pessoas do que a ausência de livros. Ainda assim, talvez fosse importante levar uns cadernitos e umas canetas. É que quando estou só, tenho tendência para escrever muito, e não me parece boa ideia escrever nas paredes das cavernas.

...

Huuum, tá bem, a ideia da pergunta era eu dizer que cinco livros levaria, se tivesse que levar cinco livros. Então, levava:

"A Insustentável Leveza do Ser", de Milan Kundera;
"As Vinhas da Ira", de Steinbeck;
"1984", de George Orwell;
"O Ano da Morte de Ricardo Reis", do nosso José Saramago;
Uma gorda antologia poética que incluísse, obrigatoriamente poemas de Eugénio de Andrade, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, David Mourão-Ferreira, Fernando Pessoa (que ainda não conheço tão bem quanto dizem que merece) e toda "A Invenção do Amor e Outros Poemas" de Daniel Filipe. Mai nada.

7 - Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?
Passo o testemunho a quem, depois de ler isto, queira fazer o mesmo. Como eu fiz (li aqui). Mas também espero que leiam isto mais do que de três pessoas (querias...)! Mas serão certamente pelo menos três, as que o farão.

O porquê ficou dito no início.

Hasta!

4 comentários:

Perséfone disse...

pois é, ja conhecia o teu cantinho ha algum tempo, nunca me atrevi a comenta-lo, primeira vez para tudo nao é? tens uma escrita acessivel, encantadora com uns toques de requinte invejavel, por isso acho que começo com parabens :)

depois devo dizer que ja li muitos desses pequenos questionarios, e que nunca percebi a primeira pergunta, se essa é a temperatura a que os livros ardem, e se nao podemos sair de la [salvarmo-nos?] tem interesse sermos um livro que gostamos..? hmm bem nao percebi bem essa pergunta mesmo..

olha que te devem ler bem mais de tres pessoas ;) mesmo que nao o saibas

[ontem deleitei-me com os teus ultimos textos, mas isto é so um aparte]

*

Lana disse...

hummm..tava-me aki a kestionar o pk deste blog ser bom ( a meu ver) e n ter mts comentários...concluí que está comprovada a teoria k existem por aí no mundo blogósférico ( se é k esta palavra existe) mts bons blogs com muito pouca "atenção" e mts maus blogs com "atençao" demais...ah..e já agora aproveito pa dizer k fui ao site k tens ali em cima por baixo do nome do blog e que gostei mt :)

Perséfone disse...

quanto ali a questao pertinente da "nossa" lana, bem.. acho que a razao é falta de divulgação e tal, é dificil dar de caras com blogs assim, ha tantos que ate cansa "passear" quanto mais ter atençao suficiente para ler com atençao o conteudo dos que valem a pena.. é, so mesmo com divulgaçao

quanto a tua pergunta, nao a minha ideia nao seria viver da escrita, mesmo porque a ideia me soa um tanto ou quanto aborrecida.. é como dizes, eu pelo menos penso da mesma maneira, alem disso a escrita deve ser construida com tempo, e nao sob a pressao de preencher tal nº de paginas ou escrever tal nº de palavras em x tempo [se bem que ha quem escreva melhor sobre pressao] é sao opções de vida ;)

mesmo apos a explicaçao detalhada sobre o tal fahrenheit continuo sem perceber o verdadeiro proposito da pergunta.. LOL :x sim, devo ser mui lenta

obrigada pela visita :)

beijinho*

Perséfone disse...

AAAAAAAAAAH percebi!! agora que ma explicaste parece-me uma pergunta bastante obvia.. [ai que tapada que eu sou.. :s]

[elogios injustos? ... bem caro gato, sao opinioes, sao opinioes, e olhe que o mundo e feito delas ;) [mas que raio me deu pra te tratar por voce..? nao interessa] :P]

beijinho*



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