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terça-feira, 3 de outubro de 2006

Cinquenta cêntimos

Passava da uma da manhã. Ela esperava, junto à farmácia. Braços cruzados, descontraída mas séria, como quem acaba de chegar à fila de espera de uma repartição pública e, por força do hábito, inicia uma espera resignada.

Ele tinha uma moeda na mão, uma moeda de um euro, e um objectivo em mente: trocá-la por duas de cinquenta cêntimos. Trocava-a, dizia ansioso, por uma que fosse, pois uma apenas lhe faltava para inserir na máquina de venda de preservativos. Abordou-me, como a outros que ali passavam na hora, mas não o pude ajudar.

Depois, cometi o mesmo erro que repetidamente cometo, a asneira que sempre faço quando se impõe apenas seguir sem olhar. Passar sem ver. Agir sem filosofar no disparate. Em suma, pensei. Pensei o seguinte.

Se eu tivesse cinquenta cêntimos, ter-lhos-ia dado. Ele dar-me-ia em troca um euro que, provavelmente, eu aceitaria. Sim, provavelmente, eu aceitaria. De modo que, feitas as contas, ele pagar-me-ia cinquenta cêntimos para dar uma queca com ela. E isso faria de mim... um chulo?!

Estive a cinquenta cêntimos de... ?

5 comentários:

Pedro do Mar disse...

Engraçado q ainda hoje comentei com um brasileiro q a nossa lei é omissa em relação à prostituição. Em lado algum está escrito q uma pessoa tem o direito de se prostituir, assim como também não existe qq proibição a essa prática.

A lei contempla, isso sim, a exploração sexual, criminalizando os proxenetas.

E seria este o teu crime, sim!! Lucrarias com a queca daqueles dois!! CHULO!!!

Mas pensando bem, se a farmácia ganharia dinheiro com a venda dos preservativos, qual o mal de tu fazeres o mesmo?!

E pensando melhor ainda, algo me diz que tu não serias a pessoa que mais proveito tiraria desta história toda...

;-)

Abraço

Savonarola/JB disse...

Se eu tivesse duas moedas de 50 cêntimos, dava-lhas em troca de um euro. Uma simples transacção, como tantas outras que faço no café, na tabacaria, no supermercado: e não analiso a minha acção, é um acto comum. Em muitos casos, nem confiro os trocos, o que talvez me prejudique... Dadas as circunstântias da tua história, o que ele fizesse com os 50 cêntimos até me daria algum gozo: sentir que é possível proteger o sexo comprado. Com a miséria decorrente da prostituição, sempre é qualquer coisa.
Um abraço

SweetSerenity disse...

Podias sempre dar-lhe cinquenta cêntimos. Aí já lhe pagavas o sexo, em vez de lucrares com isso lol

Negócios aparte, e referindo-me agora ao teu comentário no meu blog: espero ver-te por lá (Enterro da Gata) :) Bem sei que a confusão e a quantidade de gente irá dificultar isso, mas pode ser que, por alguma razão, te veja lol (embora não saiba sequer como és).
Any way, estou a gostar de estar por Braga e na Uminho. Em relação ao desemprego, a percentagem de licenciados que saem da Uminho e que arranjam emprego 6 meses depois de finalizarem o curso, é grande, por isso... haja esperança :D

:*

Gil disse...

estiveste a 50 cents de muita coisa pá... isso dava um filme (LOL) :)

pegue-se num bocadinho do que disse "a" e junte-se um bocadinho do que disse "b":

se toda a gente lucra com isso qual o mal de aproveitar?? serias o menos "recompensado", isso é certo!!!! contribuir para a "protecção" do negócio era uma mais-valia pessoal, de caracter... se tivesse a moeda dava-lha, e bom proveito!!! (por certo seria para alguém...)!!! :)

(sim eu sei, repeti toda a gente LOLOLOLOL)

Gato Preto disse...

Gostei dos vossos comentários. Sobretudo, das questões de consciência e, sobretudo, de bom senso, que a "estoriazinha" levantou.

Ah, SweetSerenity, eu sou peludo, de cor preta, tenho 20 cm de altura e 100 de comprimento. E faço miau quando tenho fome, fsssssss!!! quando estou chateado, e rom... rom... quando me fazem miminhos!

;)



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